Uma história pelos detalhes - Do papel para o mundo

14 de outubro de 2017

Uma história pelos detalhes


O amor não vem com prazo de validade, nem como manual de instruções, muito menos selo de qualidade. O amor é como uma planta, que precisa ser cuidada, diariamente, para que suas folhas cresçam e floresçam, e assim se tornem parte da paisagem, que compõe o mais lindo quadro.

Talvez um dia o sentimento acabe, vire lembrança, amizade, ou então parte de um nó na garganta. O fato é que antes do fim tem um começo, e um meio, que deve ser regado com muito carinho, sem se importar com o que vem depois, pois embora sonhemos com o futuro, vivemos no presente, e este sim deve ser agraciado.

Eu não sei se você, caro leitor, já amou alguém, do tipo que faz flutuar e esquecer as horas. Se nunca, talvez queira, se já amou, sabe do que digo. Não é como vemos nos filmes, aliás, eles mentem muito, e nos vendem uma ideia de felicidade tão torpe quanto os narizes das celebridades hollywoodianas após a décima plástica. Então vá por mim, não queira ser a mocinha que chora o filme inteiro para no fim o locutor nos dizer que o casal foi feliz para sempre. Sinceramente, você acredita nisso? Eu espero que não.

Calma, eu não estou dizendo que um casal não pode ser feliz depois de mil peripécias. Quero ver o mundo sorrindo, mas por favor, enxerguemos pelo espelho real, e não da realeza, que vê tudo perfeito. O amor também tropeça, faz chorar, de saudade ou de angústia, dá passos em falso, e nunca será como nos contos. Talvez você até encontre seu príncipe ou princesa encantada, mas lá no fundo é bem provável se deparar com um plebeu, que irá te amar, mesmo de cara amassada e com olheiras, mesmo de mau humor, porque é assim que se escreve uma história - contando os detalhes.

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