Linhas tortas, fragmentos e sentimentos - Do papel para o mundo

29 de janeiro de 2018

Linhas tortas, fragmentos e sentimentos

A vida é um emaranhado de linhas tortas. Às vezes estamos bem, às vezes nada vai bem. Naquele dia eu estava triste, e não queria saber de mais nada. Talvez uma das piores sensações venha do sentimento da solidão, e naquele dia eu me senti sozinha, e naquela noite eu só queria que ela me dissesse que eu estava errada, que eu não estava só. Mas ela não disse, e o vazio em mim se fez profundo.

Fui dormir abraçada ao meu cobertor, pois naquele instante era tudo o que eu tinha. Eu juro ter tentado evitar cada pensamento que me assombra, porém, aquela tarde, um pouco fria, me dizia para sentir toda a imensidão sufocada no meu peito. E assim fiz. Deitei na cama e embarquei nas minhas angústias.

Até que uma hora decidi levantar, e ir viver. O que pra mim, naquele momento, significava estender a roupa no varal. Pois bem, fiz meu trabalho, e depois, livre das tarefas, fui surpreendida por uma pergunta interna. O que estaria fazendo ela, a poesia dos meus versos, a essa hora? Eu até poderia mandar mensagem e perguntar, como de costume, mas naquele dia, parecia diferente. Eu me sentia sozinha pelas horas de silêncio e pela falta de palavras, mesmo quando estas eram ditas. Talvez minha falta de sanidade fosse o fato mais sã naquele dia.

Eu bem que queria negar meus sentimentos, de certa forma tentei, ao dizer a mim mesma que tudo estava bem. Só que não estava. Meus fragmentos eram nós que me sufocavam, meus soluços de dor me matavam, mas a verdade é que eu estava viva, e aguentei toda a dor. Para ser mais verdadeira ainda, continuo aqui. Só não quero esbarrar novamente na solidão. Ela é tão envolvente quanto a noite escura, mas queima feito sol no verão.

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