Quando a vida perde a graça, a cor e o sentido - Do papel para o mundo

22 de janeiro de 2018

Quando a vida perde a graça, a cor e o sentido

É ruim acordar e não ter perspectivas sobre o seu dia. Olhar a janela e o sol que entra por ela, e querer voltar a dormir. Não ver graça no céu azul e se irritar com qualquer coisa. Mas sabe o que é mais irritante? Não levantar da cama mesmo quando já não se tem nem mais sono por não saber o que fazer. De que adiantam 24 horas se você não sabe como gastar uma hora? É tudo em vão.

Até o que mais te agrada fica sem graça. Seus livros parecem um apanhado de histórias vazias, o conjunto de pincéis na mesa, imóveis, não sabe pra que serve a tinta. A comida anda sem sal, mesmo com toda a pimenta. Mas você é quase um zumbi, que desnorteado, procura ação na sua rotina, e nada encontra além de motivos para ouvir aquela música triste, que te faz chorar

Se o mundo acabasse agora talvez você dançasse, afinal, seria o fim dos problemas. Morreriam todas as preocupações. Você não teria que dizer sim quando quer dizer não, nem assistiria a novela pra se livrar do tédio. Todas as reticências entaladas na garganta sumiriam, porque palavras não existiriam.

Mas você está vivo, e não sabe o que fazer. Então eu te digo, que talvez o melhor começo seja o recomeço. Porque não dá pra dizer adeus a tudo que incomoda, no mundo real não existe abracadabra. Mas você pode ler um poema, fritar um ovo com a sua falta de habilidade e rir da desgraça. Pode dar uma volta na praça, e ver que os passos que circulam pelo chão também precisam de um abrigo, um abraço, um carinho. Você pode e deve acreditar que há motivos pra continuar.

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