A frustrante arte da limitação - Do papel para o mundo

23 de fevereiro de 2018

A frustrante arte da limitação

Todos nós somos limitados. Limitados não em atitudes, não em coragem, mas em crenças. Acreditamos tão pouco diante do infinito de possibilidades. É como se sempre escolhêssemos viver a mesma manhã, independente do tempo que faça. Se o sol se abre tem o programa matinal, que passa sempre no mesmo horário. Se a chuva cai tem o programa matinal, que passa sempre no mesmo horário. Talvez a única diferença na ação esteja nas vestimentas, um pouco mais quentes, para abrigar a pele fria, que não sente muito mais que um arrepio pelo corpo.

Por que será que nos moldamos se o vento traz surpresas que podem impactar em nossos atos? Hoje eu posso ser quem eu quiser, mas por que não ouso ser? É o medo de me frustrar quando o desconhecido bater a porta? É o medo de aceitar o desconhecido e nele querer ficar? Acho que as perguntas se deparam com mais dúvidas à medida que cresce a curiosidade, e curiosa sempre fui, desde pequena.

Me questiono acerca do que poderíamos ser se não nos limitássemos tanto. Seríamos mais profundos? Ou ainda mergulharíamos no raso de nossas crises? Até que ponto a razão tomaria conta da verdade? Sentiríamos mais? Essas questões eu apenas atiro, viajo em indagações tão dispersas quanto o meu saber. 

A vida é um encontro consigo mesmo. Todos os dias fazemos escolhas, das mais simples às mais complexas, que exigem um esforço a mais do nosso cérebro, mas a verdade é que quase sempre caímos no buraco da mesmice. Quantas vezes você comprou um produto da mesma marca pelo simples fato de confiar nela? Eu entendo sua confiança por determinado molho de tomate, mas você já se atreveu a experimentar outro molho? Talvez ele seja ainda melhor do que a sua marca querida, mas o cômodo da limitação te impede de saborear o gostinho do novo.

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