As migalhas que aceitamos - Do papel para o mundo

10 de fevereiro de 2018

As migalhas que aceitamos

Me pergunto por que aceitamos migalhas no amor se temos a nós mesmos. Por que nos abrigamos em alguém se podemos fazer morada em nós mesmos? Acho que a resposta não é tão difícil quanto possa parecer. Nos entregamos por tão pouco por não sabermos o nosso valor. Depositamos nossas esperanças no outro porque não acreditamos no nosso potencial.

Mas deveríamos entender algumas coisas antes de nos entregarmos por completo. Se pergunte: qual o preço? É válido amar incondicionalmente? Há reciprocidade? Algumas perguntas são fundamentais, e as respostas, você sabe, estão dentro de si próprio. De nada adianta levar um amor no peito se este mesmo sangra, chora e se angustia  a ponto de perder as esperanças.

A verdade é que nos enganamos. Acumulamos memórias românticas e nos esquecemos do peso que carregamos. Suportamos a dor porque, quem sabe, no fim do dia nos deparemos com um sorriso. Alimentamos um amor tóxico que tanto nos destrói às custas de nada. Quer dizer, às custas da nossa felicidade. Colecionamos cicatrizes no coração, que já não aguenta sofrer.

Não digo que você irá acordar amanhã e o arrependimento estará manchado em sua pele. Nem eu quero acreditar nisso. Seria desastroso não confiar em recomeços. Creio eu que o melhor caminho para ser feliz é validar o amor próprio dentro do peito, pois não há ninguém que possa nos fazer mais feliz do que nós mesmos.

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