É preciso guerrear com nós mesmas - Do papel para o mundo

4 de fevereiro de 2018

É preciso guerrear com nós mesmas

Era manhã quando decidi levantar e não olhar no espelho os meus defeitos. Eu jurei que amaria o meu cabelo, a minha pele, celulites e unhas não feitas. Foi o melhor acordo que fiz comigo mesma. Pena que não durou muito. O motivo? Autoaceitação. Ou melhor, a falta dela. Qualquer mudança depende antes de tudo da aceitação interna. E eu não me aceitava. Nunca soube. Via defeito até mesmo nas minhas qualidades.

Então bastou o tempo esfriar, os sentimentos borbulharem um pouco, pra um comentário me derrubar. Não precisei ir à praia vestida de biquíni, não foi preciso acordar com a pele oleosa. Bastou eu ouvir que não era boa ou bonita o suficiente pra eu acreditar.  Meu humor logo mudou e atingiu minhas defesas. Eu precisava de um perdão, mas ele deveria vir de dentro. De mim para mim.

É o que acontece quando não temos autoestima. A minha não era das melhores. Mas por que isso acontece? Porque esperamos demais dos outros e do mundo. Criamos expectativas de termos o cabelo capa de revista, a maquiagem perfeita de modelo e o corpo escultural de artista. E ignoramos a beleza de nossas imperfeições. Porque sim, somos belas, mesmo que o universo diga que somos loucas, feias e erradas. Só precisamos acreditar nisso, guerreando com nós mesmas e nossos fantasmas. 

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