Felicidade para nós - Do papel para o mundo

25 de maio de 2018

Felicidade para nós

Não quero falar de saudade quando esta me bate. Porque ela agride, é certeira, e eu só quero a paz de um fim de tarde chuvoso. Não quero sentir a ausência de alguém que fez as malas e partiu enquanto chorei a despedida. Não ouso crer que sou incompleta, pois tenho a mim mesma

Então o que faço com os sonhos compartilhados? Jogo fora como se jamais houvessem existido? Não, eu guardo. Os coloco numa caixinha junto ao meu peito pra que a dor não me impeça de sorrir quando uma doce lembrança saltar à memória

Mas então foi um fim primaveril? Não, não foi. Ainda sinto um misto de indignação, tristeza e empatia. Indignação por ter sido atravessada com palavras que por muito pouco não foram mortíferas, tristeza por acreditar em muitas dessas palavras, por saber dos meus erros, e empatia por não guardar mágoas a ponto de não desejar nada além do melhor na vida daquela pessoa que foi e não volta mais. 

Eu espero a felicidade torneada por linhas azuis, de tranquilidade, mas não me escondo da brisa que queima e por vezes me trará o sofrimento. Quando ele vir, apenas quero ser capaz de encontrar forças para novamente avistar o meu sorriso. E que fique claro, essa felicidade que espero não é apenas para mim, mas para nós.

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