Política e história unidos em um rap de apoio aos caminhoneiros - Do papel para o mundo

29 de maio de 2018

Política e história unidos em um rap de apoio aos caminhoneiros

Não é de hoje que o Brasil passa por um momento complexo, de desmontes e retrocessos políticos. Porém, o cenário de tensão culminou com a greve dos caminhoneiros, que completou uma semana. Em meio ao caos que se instaurou, MC Sid, um nome do rap (que deve ser gravado) resolveu mostrar sua visão em forma de música bem no estilo "tapa na cara", sabe?  Ou então, "trago verdades". 

A letra forte, bem ritmada e provocante reflete a atual situação do país, e lembra que a greve é um direito constitucional, além de afirmar que, e eu chamo atenção para este verso: "o Brasil é o único país do mundo em que toda vez que tem greve o povo só põe a culpa no povo"

O rapper do Distrito Federal liberou a música neste domingo em apoio aos caminhoneiros, e eu espero que o recado ecoe pela cabeça de muita gente, sobretudo na de quem pede intervenção militar e não entende que se de fato ela vigorasse em território nacional, reivindicar algum direito, como a própria intervenção não seria nem possível

Em um dos versos, Sid ainda contextualiza a história ao elucidar que "a nossa gasolina é vendida pra Bolívia e Colômbia por 1/4 do preço que é aqui, porque é típico do brasileiro babar o ovo do estrangeiro e não se importar com quem mora aqui". E é mesmo, nós brasileiros temos a mania de exaltar tudo o que é estrangeiro (alô cultura americana), e tratamos com descaso, descrença e ignorância as questões mais importantes do nosso país, no qual o imposto altíssimo está entre os 10 mais elevados do mundo

Na letra da música o cantor também diz achar "ridículo um presidente que é sem moral usar as forças armadas pra tentar calar a população", fazendo uma referência ao episódio em que o nosso presidente golpista convoca o exército para tentar inibir a ação dos caminhoneiros, o que foi possível através do decreto de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Para completar, Sid finaliza: "já que o senado não vai mudar nada, a população muda. É nós por nós sempre!". Ouça!!!

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