Angústias por um café derramado - Do papel para o mundo

23 de junho de 2018

Angústias por um café derramado

Eu não sei mais quanto tempo vou aguentar esses meus surtos de ansiedade. Basta um erro no meio do dia e todo o meu dia vira uma verdadeira tempestade. Quando tudo está indo bem, na mais perfeita ordem, eis que uma nuvem de poeira resolve pairar bem na minha frente. O estresse tem feito parte da paisagem natural.

Hoje eu derrubei um café. Sim, um café, que alguém por algum motivo deixou no chão, perto da cadeira. E ver aquele líquido derramado no chão foi motivo suficiente pra minha cabeça dar voltas. Limpar o chão, reclamar de quem deixou o café ali ou continuar assistindo a minha aula? No fim, fiquei com as duas últimas opções.

Me sinto exausta, sem saber pra onde caminhar. É angustiante ver as pessoas ao seu redor sorrindo, interessadas na vida, e você triste, querendo fugir, com o coração acelerado e as pernas bambas. Parece que nada faz sentido, nem minha própria existência, e eu me pergunto: quando e onde me perdi? Será que eu volto a mim mesma ou já foi decretado o meu fim?

Já não sou capaz de enxergar as cores no meio de tantos cinzas que me cercam. Já não encontro paz na rotina desgastante, que me asfixia, me paralisa. Será que é pedir demais ao universo umas bolachas e uma xícara de tranquilidade? Eu só preciso de um pouco de estabilidade emocional, e também de um abraço, daqueles bem apertados. Eu não quero pressa, não quero correr feito os vagões, pelo contrário, quero me deitar sobre uma grama e apreciar a beleza de um pôr do sol, certa de que estou bem.

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