Somos um par de borrões - Do papel para o mundo

16 de julho de 2018

Somos um par de borrões

Borrões. Sinceramente? É isso o que vejo quando nos vejo. Um par de borrões na espera pela salvação. Mas quem irá nos salvar além de nós mesmos? Será que você não entende? Eu te amo, e não digo isso da boca pra fora, digo com um coração que sangra por cada falta de reciprocidade. Digo como alguém que avista o horizonte em um dia e no outro se afoga ao tentar nadar nesse mar que é você.

Eu já não aguento mais tanta angústia! Por que você me faz acreditar na gente e depois age como se a gente nem existisse? Uma relação? É, você disse que a gente nem tem uma, eu lembro bem. Mas é que eu nunca deixei de acreditar no que éramos. E nós éramos um laço, eu queria te lembrar. 

Bem, talvez eu seja mesmo uma boba que vive de utopia. Hoje mesmo eu pensei que a gente poderia engatar algo sério. Santa Lady Gaga, como eu me iludo! Eu não vou carregar uma relação nas costas porque você tem medo de tomar atitudes. Eu tomei a minha, e você escolheu ficar em cima do muro. Mas meu bem, viver é fazer escolhas, o tempo todo. Você, talvez sem perceber, tenha feito uma.

Quem sou eu pra te segurar pelo braço e te obrigar a ficar? Eu digo, eu não sou ninguém. E mesmo se pudesse, não te prenderia. Apesar dos borrões ainda sou capaz de distinguir o que é amor e o que é prisão. Por fim, só queria te dizer que o tempo é uma ampulheta. E infelizmente o nosso já não é eterno.

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