O que eu quero para o amanhã? - Do papel para o mundo

31 de agosto de 2018

O que eu quero para o amanhã?

Do papel para o mundo
Estava pensando de forma muito sincera nos meus sonhos. O que eu quero para a minha vida? Olhei para um lado, olhei para o outro e em seguida encarei o teto. Percebi que eu não sei de fato o que me move, e isso foi angustiante. Passamos a vida em busca de respostas, e quando encontramos... será que é isso?

A verdade é que viver é um processo, e escolhas não são pedras firmes. Talvez o que eu queria ontem já não caiba na minha mala de desejos. E agora, o que fazer? Estacionar na primeira curva e parar para tomar um sorvete? Se for de seu agrado, pare. Mas veja, é só uma pausa, então após se degustar corra para o aeroporto mais próximo, para a esquina a seguir ou para o seu lar. Onde mora a sua felicidade?

Se a resposta for: "não sei", tudo bem, respira, você não está só. Eu realmente acho que as pessoas são pontinhos perdidos em busca do brilho das estrelas. Fecha os olhos, canta uma música, se deita na cama e repara nas ranhuras da parede. Quem sabe você não queira ser arquiteta, ou pintora, ou filósofa. Há tanto ao nosso redor para ser explorado, que não vale a pena se fechar em uma caixa.

Se veja, se observe, e com calma se revele. Se desnude para si mesma. É angustiante não obter respostas, mas deixar de ir atrás delas é uma morte lenta. Seja seu sistema solar, seu planeta fora de órbita, o caos que te habita. Só não deixe de ser. 

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