Por que eu me surpreendi com a FLIP (e com Paraty) - Do papel para o mundo

3 de agosto de 2018

Por que eu me surpreendi com a FLIP (e com Paraty)

FLIP
Do dia 25 a 29 de julho aconteceu a FLIP- Festa Literária Internacional de Paraty. Eu confesso que não estava muito animada por inúmeros motivos. Ouvi dizer que ela não é tão comercial quanto a Bienal do Livro, e pensei: "poxa, mas eu gosto tanto de comprar livro! Será que eu não vou nem encontrar um que eu quero?". Pois bem, fui com uma ideia totalmente oposta do verdadeiro e rico evento em valor cultural que é a FLIP.

Realmente, seu foco não é a venda de livros, tanto é que ao menos nessa edição teve apenas uma grande livraria lá - a Travessa. De resto, era possível encontrar livros com vendedores de rua, incluindo autores que vendiam o seu trabalho, editoras independentes e alguns espaços de debates como a Casa Folha - local onde era servido cafés de várias regiões do Brasil da marca alemã Melitta. Eu provei um capuccino, e olha, uma delícia! Mas bem, então qual é o foco da FLIP? A resposta, certamente é: debater leitura, e tudo o que se refere a isso, como o mercado editorial, formas de publicação, etc. Porém, eu ainda acrescento: valorizar diferentes expressões culturais
Roda de capoeira no Centro Histórico
Pausa para aquele café com bolo de milho no charmoso "Café Pingado"
Além disso, também encontrei degustações de cachaça - tradição no município, que tem até um festival para apreciar a bebida. Se um dia você estiver de passeio por Paraty recomendo experimentar o licor de milho verde Paratiense. É super docinho e tem uma textura cremosa. Ainda na tag "comida", não vou nem falar dos bolos de rua porque já tô ficando empolgada e daqui a pouco esse post vai virar uma receita da Ana Maria Braga.

Então vamos mudar de assunto? Acho importante falar sobre as sensações que pude vivenciar na FLIP. Bem, dentro dela ocorrem diversos eventos (tão incríveis que você fica sem saber para onde ir) de cunho político, artístico e poético <3. Teve palestra com o deputado Marcelo Freixo e com a irmã da Marielle Franco - Anielle, palestra com a liderança indígena e pré-candidata à vice-presidência da república - Sônia Guajajara, roda de slam na qual eu quase virei júri (pois é), e um evento lindo e super inspirador sobre mulheres que escrevem poesia que me fez suspirar. Ahhh, teve muito mais! Esse foi apenas um resumo. 
Conversa sobre mulheres que escrevem poesia
Barco a navegar no Rio Perequê-Açú
Livros em barquinhos
Enfim, tanto a FLIP quanto Paraty me surpreenderam muito positivamente por suas belezas físicas, mas sobretudo simbólicas. Paraty é arte que se vê a cada esquina, com seu chão revestido por pedras do Centro Histórico, e a FLIP está dentro disso tudo, englobando gente, sorrisos, histórias. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário