Insensatas canetas - Do papel para o mundo

24 de outubro de 2018

Insensatas canetas


Longe de mim
Distante de ti
Eu queria me recompor
Ter seu amor

Mas eu só tenho a chuva
Que insiste em cair
E me molha os sapatos, me molha a alma
E eu me entristeço

Saio de casa e até vejo umas flores
Vejo umas coisas bonitas
Que não sei nomear
Mas o que importa?

Viver é não saber
E é por isso que aqui me encontro
Distante com minhas canetas
Que tentam te descrever
E jamais te descreverão

Bárbara Amorim

Nenhum comentário:

Postar um comentário