Setembro amarelo acabou, e a empatia? - Do papel para o mundo

1 de outubro de 2018

Setembro amarelo acabou, e a empatia?

Olá, como vai? Eu espero que muito bem! <3 Hoje eu quero falar sobre o Setembro amarelo, algo muito importante e que já venho pensando em escrever sobre. Mas ora, por que falar disso agora que começou outubro? Simples, porque a conscientização sobre o suicídio, pela qual foi criada a campanha em 2015, com o intuito de informar, não pode se restringir a um único mês. 

Geralmente, o que leva as pessoas a se suicidarem é a depressão, que quando atinge um nível elevado faz com que elas não vejam mais motivos para viver. Acredito que boa parte da população já tenha dito em algum momento que a vida é uma droga e que quer se matar, a questão é que há pessoas que de fato se matam. O assunto é tão importante de ser lembrado que o dia 10 de setembro é considerado o Dia Internacional de Prevenção ao Suicídio.

Ou seja, existe um mês para falarmos sobre suicídio, depressão, e o que leva alguém a uma tristeza profunda. Existe um mês para sermos empáticos, mas e os outros 11 meses do ano, será que exercitamos nossa empatia? Eu creio que não, até pelo fato do suicídio ainda não ser visto como um problema de saúde pública, e muitos o enxergarem como fraqueza ou uma tentativa de chamar a atenção. Pensar assim é acreditar que a vida dos outros tem menos valor que a nossa, e que somos o centro do universo. O egoísmo também mata.

Curta metragem sobre suicídio

Que tal olharmos os outros ao nosso redor com mais carinho? Às vezes a gente só precisa de um abraço, um elogio do tipo "você é capaz" ou "você é linda" para termos um pouco mais de força para seguir adiante. Eu já conheci pessoas que se cortavam e eu posso dizer com total convicção que elas não eram fracas por isso, pelo contrário, eram tão fortes que aguentavam um mundo dentro de si, com angústia, medo e solidão. Não tape os olhos achando que essa realidade é impossível e longe demais para existir perto de você, porque olha, aquele mesmo amigo que ri o dia inteiro ao seu lado pode ser também aquele que chora à noite, que briga com os pais em casa, que se automutila e tem pensamentos suicidas.
Não é preciso saber que esse amigo existe, que há uma pessoa ao seu lado sofrendo para ser uma boa pessoa, que se preocupa e se mostra presente. A verdade é que estamos todos perdidos, alguns mais e outros menos. Não espere uma campanha na TV te dizer que a depressão e o suicídio existem. Eles existem. Ponto. Como você pode acolher alguém hoje?

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