Meu corpo, minha morada - Do papel para o mundo

21 de novembro de 2018

Meu corpo, minha morada


Meu corpo não é morada pro teu toque, teu grito ou teu gozo
Meu corpo é meu, e só meu
Não me encoste quando a palavra "não" sair da minha boca
Espero não precisar gritar

Mas a gente grita
Mulher sabe gritar
Porque homem não houve
É meio surdo, meio desentendido

Depois nós que somos histéricas, as loucas
Mas o que vocês esperam?
Que a opressão seja aceita de boca calada?
Pensando bem, homem é meio burro

Então vou repetir: meu corpo é meu, e só meu
Não te dou livre passagem
Eu não respiro e nem vivo pela tua existência
Não é nada pessoal, só não se trata de você

Bárbara Amorim

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