Pro nada da cidade - Do papel para o mundo

23 de janeiro de 2019

Pro nada da cidade


Pro nada da cidade
Olhar pro nada da cidade
e avistar casas, bares, pessoas
Saber que dentro de cada teto há histórias
E dentro de cada bar há uma conta não paga

Pessoas são como fogos
que às vezes se arrastam pelo chão embriagadas
O que falta é razão
O que sobra é ferida

Não me insulte quando eu for
uma daquelas que fecha o bar
Que abre a torneira e lava o rosto
borrado de maquiagem

Ainda vou olhar pro nada da cidade
e avistar tudo o que sempre vi
Dessa vez como narradora-personagem
Vou julgar menos

Bárbara Amorim

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