Conversa com a noite - Do papel para o mundo

6 de março de 2019

Conversa com a noite


Conversa com a noite
A aflição me perguntou se eu dormiria
E eu, aflita respondi que a noite é um mistério
portanto a deixaria sem respostas

As horas passaram e os meus olhos de gude viraram pálpebras
Da boca não haveriam respostas
Mas era nítida a verdade
O sono me abraçaria mesmo que aos gritos

Aflita e com algumas olheiras
O tempo me permitiu o silêncio
E dele fiz meu zelo
Me envolvi em seu colo

A cabeça que gritava, girava
fora dominada pela paz
E a paz tem prazo de validade
A luz da manhã lembrava


Bárbara Amorim

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