Revenge porn, Sex Education e a importância da empatia - Do papel para o mundo

18 de março de 2019

Revenge porn, Sex Education e a importância da empatia

Revenge porn, Sex Education e a importância da empatia
Olá, tudo bem? Hoje a gente vai falar sobre um assunto muito sério e que precisa ser debatido. Então, para início de conversa, eu te pergunto: você sabe o que é "revenge porn"? Traduzido para "pornografia de vingança", se refere ao vazamento de fotos e vídeos íntimos sem autorização. O alvo, costuma ser mulheres e meninas adolescentes, que ao terminarem seus relacionamentos são ameaçadas pelos seus ex-parceiros. Porém, seja qual for a situação, se trata de um crime que pode deixar danos psicológicos na vítima.

Essa forma de extorsão é abordada na série "Sex Education", que estreou em meados de janeiro na Netflix. No quinto episódio, além de falar sobre a rivalidade feminina, trouxe também para o debate a importância da empatia entre mulheres, afinal, somos ensinadas a sermos inimigas desde sempre. Mais do que isso, somos ensinadas a colocar a figura masculina como personagem central nas nossas relações. Assim, criamos uma ideia de que mulheres são falsas umas com as outras e fazem tudo por homem. 
Revenge porn, Sex Education e a importância da empatia

Na série, uma das garotas têm a imagem da sua vagina compartilhada, e é muito interessante a maneira como o caso é desenvolvido na trama. Em um primeiro momento, enquanto os alunos tentam desvendar quem é a dona da foto, essa mesma garota que teve seu corpo exposto, manifesta um julgamento em relação à aparência do órgão sexual, como se não fosse dela. Nos desdobramentos, ela assume que a foto é da sua vagina, e descobre que a responsável pelo compartilhamento foi uma das suas amigas, que queria puni-la por suas atitudes egocêntricas. A partir daí a série é enfática ao dizer repetidas vezes que expor partes íntimas de alguém não é nem de longe uma desculpa aceitável para lidar com qualquer situação

Contudo, é bem próximo do fim do episódio que "Sex education" nos deixa uma mensagem bonita sobre a importância de nos apropriarmos da empatia. Numa espécie de manifesto para a escola inteira e na frente do diretor, as garotas gritam coisas como "a vagina é minha" e "eu também tenho uma vagina", como um modo de mostrar que "não estamos só", até porque o ocorrido na ficção não é exclusividade da ficção, mas uma realidade vivida por muitas mulheres, que têm que lidar com a exposição dos seus corpos e a violação da sua intimidade simplesmente pelo fato de serem mulheres. Que mais cenas solidárias se repitam, e não somente em séries, filmes e novelas, mas no ônibus, no metrô, naquela rua deserta, enfim, na vida real. 

Se você já assistiu "Sex education" ou ficou com aquela curiosidade, me conta aí!

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