A pressa tropeça em nós - Do papel para o mundo

15 de abril de 2019

A pressa tropeça em nós

A pressa tropeça em nós
A pressa tropeça em mim. Ela me diz até onde posso ir, mesmo quando acho que posso ir um pouco mais. Então apressada tomo o café, que na verdade, engulo. Faço compras, mas na verdade nem paro pra pensar no que de fato preciso. Percorro ruas, passo por casas, mas não observo as cores que me cercam, porque a pressa de viver me rouba os olhos, me tira a vida

Quantas vezes você já não deixou de sentir algo pela escassez do tempo? E quantas vezes já disse não porque dizer sim levaria tempo demais? Não na hora, mas em algum momento. É, parece que somos programados a viver um finito de coisas, mesmo quando o portal que nos direciona além está aberto, bem na nossa frente. 

A pergunta que nos fazemos, ou deveríamos nos fazer é: por que deixamos passar tantos sabores, tantos aromas? Será que a pressa merece todo o nosso tempo? Será que ela nos acrescenta algo? Porque segundo o ditado, a pressa é nossa inimiga, ou ao menos, da perfeição. Ou seja, ela não deveria receber tanta importância de nós, meros mortais em busca da felicidade.

Talvez seja a hora da pausa, aquela hora em que sentimos a nossa respiração e nos conectamos com o que há de mais interno no nosso peito. Hora de deixar para responder a mensagem depois e andar mais devagar. Não, não é um regresso, mas sim um acerto de contas com nós mesmos. É hora de afrontar a querida pressa e dizer: sai pra lá, que agora eu quero mais, de mim e do mundo

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