Minha casa - Do papel para o mundo

17 de abril de 2019

Minha casa

Poesia Minha casa
A vida resolveu me ferir
Então fiz da poesia minha casa
Nela guardei panelas, olheiras e sentimentos
Montei minha rede e expus minhas lágrimas

Suave como o sol que inicia a manhã
A poesia me tateou como quem sente o céu em si mesmo
Viramos amigas, confidentes
E vez outra caçávamos borboletas

Era simples sorrir, tão simples
Que a dor não entrava na casa
Ao invés do peito amargo
Eu tinha cantigas dentro de mim

Meu verbo era único e solitário
Meu verbo era amar
E graças à poesia o tempo se abriu
Não lá fora, mas em mim

Bárbara Amorim

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