Três lições essenciais deixadas pelo filme "Megarromântico" - Do papel para o mundo

19 de abril de 2019

Três lições essenciais deixadas pelo filme "Megarromântico"

Megarromântico
Este ano estreou na Netflix o filme "Megarromântico", protagonizado por Rebel Wilson. Já não é de hoje que a plataforma mais famosa de streaming vem numa onda de lançar produções originais. Algumas, como "Bird Box", viram um tremendo sucesso, outras, chegam até ser difíceis de terminar, e para este caso eu citaria "A barraca do beijo", que veja só, ganhará uma continuação. 

Mas bem, do que se trata "Megarromântico", afinal? Se trata da história de uma arquiteta  que ao bater a cabeça vê sua vida virar um romance repleto de clichês. Assim, o roteiro faz uma crítica à romantização excessiva pela qual vemos em qualquer clássico de princesas da Disney. Não vou dizer que amei o filme ou que achei super empoderador. Ele ainda traz uma atriz gorda num papel de comédia que se coloca pra baixo pela sua aparência, e deixa a entender que apesar de irreais os romances são irresistíveis. Entretanto, quando visto com senso crítico, o filme pode ir além de um passatempo de fim de tarde. 
"Megarromântico" talvez seja então sua metalinguagem à medida que se descreve uma comédia sendo ela mesma uma. Imperfeita, com erros e acertos. Além disso, são boas as lições que podemos tirar, e abaixo compartilho algumas delas. 

A vida não é um conto de fadas 
Por mais doloroso que às vezes possa parecer, é verdade, a vida não é um conto de fadas. Mas esse não é o recado passado pela indústria cultural como um todo. Muito pelo contrário, o que ela quer é que a gente acredite eternamente em príncipes que nos salvarão com seus beijos. Desta forma, nos vendem toda uma ideia de feminilidade aliada à fragilidade. O @ aqui se chama capitalismo. E é exatamente essa representação idealizada e romantizada que o filme constrói para depois desconstruir

A forma como nos vemos pode afetar as nossas relações
Uma lição interessante deixada por "Megarromântico" é que a forma como nos vemos pode afetar as nossas relações. No papel de Natalie, Rebel Wilson se vê a todo momento como alguém desinteressante, e pela qual ninguém seria capaz de se interessar. Esse olhar distorcido a impede de ver o amor encostar ao seu lado. 

Se ame em primeiro lugar
Por fim, numa narrativa que se constrói a partir de olhares internos e externos, "Megarromântico" nos convida a olhar para dentro. Será que precisamos mesmo de alguém para ser feliz? Para ser completa? Ou será que gastamos tempo demais em busca de uma pessoa para nos fazer feliz que esquecemos de nos amar? Fica a reflexão, e a dica de filme. 

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