Terceira temporada de 3% nos questiona: o que faríamos se estivéssemos no poder? - Do papel para o mundo

12 de julho de 2019

Terceira temporada de 3% nos questiona: o que faríamos se estivéssemos no poder?

Terceira temporada de 3%
Olá! Tudo bem? Vamos falar de coisa boa? Em meio a tantas questões que merecem a nossa atenção no cenário político atual, algumas produções conseguem nos fazer pensar de forma bastante especial e questionadora. É o caso da série brasileira 3%, sucesso comparada à Jogos Vorazes e Black Mirror. A terceira temporada estreou no início do mês passado na Netflix, e é partir dela que eu venho te convidar a fazer uma reflexão: o que você faria se estivesse no poder?

Na trama, a personagem Michele, interpretada pela atriz Bianca Comparato, passa a comandar um novo lugar. Descoberto por ela no fim da segunda temporada, a Concha é uma alternativa à pobreza do Continente e todo o sistema meritocrático por trás do Maralto. Entretanto, liderar esse novo lugar em uma sociedade extremamente esgotada de tanta injustiça não se prova algo fácil. Em uma entrevista, a protagonista citou a frase "com grandes poderes vêm grandes responsabilidades" para definir a trajetória da Michele nessa temporada. Ao chegar ao "cargo" de destaque similar ao  do ganancioso Ezequiel, ela tem também a difícil missão de comandar uma verdadeira multidão de pessoas que só querem uma coisa: mudar de vida.
Terceira temporada de três por cento
Porém, nesse caminho, uma pergunta se faz necessária: até quando a Concha seria a construção de algo novo e não apenas a velha política egoísta e sedenta por poder? Quais os caminhos para o fim da desigualdade social que assola boa parte da população na série e na vida real? Pensando na vontade de mudança da Michele, mas tendo em vista que ela é jovem e errante como qualquer um, quais as reais chances do seu plano de criar um sistema totalmente oposto ao Maralto dar certo? Ela é a mocinha ou uma vilã travestida de heroína? Acredito eu, que mais complexa que ambos. Afinal, somos todos nós um pouco de múltiplas emoções

Não, eu não tenho a intenção de responder todas as minhas próprias indagações neste texto. O que eu quero é propor o debate, pois talvez uma das grandes lições dessa terceira temporada seja a de que a política é um espaço de construção diária, de aprendizado, vitórias e derrotas. Quando existe a vontade genuína pela mudança, aquela que se dá através do espírito e ação coletiva, é sinal de que é possível um novo mundo, mas isso não ocorre de um dia para o outro. Então retomo à questão inicial deste post por uma ótica um pouco diferente: o que você faz no seu lugar de poder enquanto cidadã/cidadão? Está contribuindo para um novo lugar?
Terceira temporada de três por cento

Comenta aqui o que você pensa ou o que achou desse post que eu vou adorar saber! 

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