A paz e a guerra no mesmo corpo - Do papel para o mundo

9 de agosto de 2019

A paz e a guerra no mesmo corpo

Paz e guerra
A luta entre o bem e o mal. O vilão e o mocinho. A paz e a guerra. A humanidade sempre fez questão de dividir as pessoas em caixas opostas. Mas será que somos mesmo assim tão antônimos? Ou será que somos um pouco dos dois mundos e o nosso maior medo, na verdade, é descobrir justamente isso? Que somos luz e trevas. 

Seja nas redes sociais ou nos encontros com os amigos, mostramos a melhor versão de nós mesmos, exibimos o nosso sorriso e criticamos aquilo que julgamos ruins. É óbvio, precisamos que nos enxerguem como seres admiráveis. Para isso, fazemos uso até de certa polidez e excesso de carisma. A lógica é de que assim seremos mais aceitos em nossos círculos sociais.

Nos vestimos com a nossa melhor roupa, que às vezes nem é a nossa preferida, mas aquela que causa melhor impressão. Rimos de piadas que não fazem o menor sentido em nossa mente, mas que precisamos fingir que entendemos, afinal, não queremos ser taxados de antipáticos. Nos encaixamos em quebra-cabeças incompletos, que cismamos em completar. Apenas seguimos o fluxo de pessoas perdidas e solitárias tentando se encontrar. 

Não sabemos se essas ruas vazias nos levam a algum canto. Talvez, elas somente nos distanciem da nossa verdade, aquela existente quando ninguém nos observa. Sabe aqueles pensamentos que repudiamos? Por que repudiamos? Faz sentido ou é mais uma desculpa para nos aprisionarmos? O fato é que enquanto caminharmos desviando de nós mesmos, o nosso único destino será um território de angústias infinitas. 

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