"Las chicas del cable" e a subestimação da mulher - Do papel para o mundo

19 de agosto de 2019

"Las chicas del cable" e a subestimação da mulher

Las chicas del cable
Oie! Tudo bem? Hoje o assunto vem de uma série que eu gosto muito: "As telefonistas", ou, originalmente, "Las chicas del cable". A quarta temporada estreou este mês, no dia 9 de agosto e mais uma vez trouxe diversas questões importantes para o debate. Uma delas gira em torno do fato de mulheres serem constantemente subestimadas por simplesmente serem mulheres. Em várias cenas não é difícil se colocar no lugar das personagens. 

Dessa vez a trama se passa no ano de 1931. Nesse período, as mulheres estavam mais próximas de conquistarem direitos relativos à igualdade de gênero. Na luta por representatividade e chances de serem ouvidas, Carlota se candidata à prefeitura de Madrid na disputa contra Gregorio Díaz. Na temporada, ela é uma das "chicas" que mais se destacam, e faz de tudo para que as mulheres possam ter mais espaço na sociedade
Las chicas del cable
Entretanto, as coisas não são fáceis para elas, o que a série já mostrou inúmeras vezes. Precisamos provar que somos boas e capazes o tempo inteiro, e que podemos sim ocupar os mesmos lugares que os homens. Em sua apresentação como candidata, Carlota recebe muitos aplausos e é a favorita a vencer as eleições. Ela não hesita em comentar isso ao seu concorrente, e ele diz: "nada que um sorriso bonito não consiga, não é mesmo?". Uma frase que para muitas pessoas é vista como um elogio, pois é a beleza feminina que é sempre ressaltada, e não sua capacidade intelectual. Então quando uma mulher se aproxima de ocupar um cargo historicamente de posse dos homens, eles não ousam intimidá-la. Tentam mostrar que até podemos ganhar o jogo, mas não com as mesmas armas que eles, isto é, não pela inteligência e pelo diálogo

Outra demonstração quanto à tentativa de nos subestimar é apresentada em uma cena com Lídia, em uma reunião com apenas homens na companhia telefônica. Mais precisamente, quando ela muda de cargo e passa a ocupar uma posição de liderança que antes era atividade de um homem. O que ela ouve em seu primeiro dia de trabalho, é que para uma mulher ela não fez feio com as cabines telefônicas. Esse "para mulher" é um nítido exemplo de que nada vem fácil para nós, mesmo quando alcançamos o poder. Nosso papel, imposto, é para que sejamos sempre menores, e frequentar a mesma sala composta somente por homens, é a prova que eles mais querem esconder: de que não servimos apenas para servi-los

Agora me conta, o que você achou do post? Já viu a nova temporada de "Las chicas del cable"? Quero saber!

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