Todos os universos que você inventou - Do papel para o mundo

16 de agosto de 2019

Todos os universos que você inventou

Todos os universos que você inventou
Você quer ir além, mas não sabe onde, então dá voltas em si mesma em busca de algo qualquer. Se mata ora sim e ora também por um pouco de vida. A verdade que você esconde é que busca alegria na poesia triste. E ela te rasga até você ver que a dor alimentada só serve para as suas composições melódicas. A escrita te acompanha na amargura, e só por isso ainda há vida em seu peito.

À noite você se enfeita de festa, se arrisca em outros mundos mentais, mas que não extravasam muito à linha do seu quarto. Você cria universos e ousa somente até a página dois, porque você tem medo. A liberdade te assusta, a prisão você conhece. Mesmo que em segredo sua escolha é sempre a mesma, porque se você corresse um pouco mais, talvez fugisse para muito longe. 

Por que você não se afoga em si mesma? Às vezes é necessário ter que chegar o mais próximo da morte para se perceber que é um corpo vivo. Rasgue os papeis, grite bem alto e se permita ser louca em sua essência, porque a normalidade vicia feito droga. Há pessoas que jamais se curam, então fuja do pacato que te imobiliza. Viver é dança do agora, sem receita para passos perfeitamente ensaiados. Pise nos próprios pés, crie calos, só não deixe de dançar. 

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