Um novo olhar sobre a vida e sobre os nossos erros - Do papel para o mundo

5 de agosto de 2019

Um novo olhar sobre a vida e sobre os nossos erros

Do papel para o mundo
Um dia a gente passa a ver a vida com outros olhos. Menos secos, mais luminosos. Percebe que a gente aprende mesmo é errando, e não acertando de primeira o tiro ao alvo no parque. Passa a dar mais valor aos momentos compartilhados ao ar livre do que aqueles vividos, solitários, na presença de um computador. A nossa pele deixa de ser uma casca que teimamos em cobrir ou modificar e passa a ser nossa, de verdade. É a graça do tempo que traz paz pra dentro do peito.

Mas não se engane, a gente continua errando. Mesmo sabendo que o álcool faz mal ao fígado, mesmo sabendo que o sol em sua potência agride a pele, mesmo sabendo que alimentos saturados devem ser evitados. Apesar de cada ruga de aprendizado, a gente não abandona os erros mais clichês. 

Talvez a gente até goste, em certa medida, de não ter a perfeição em nossa essência, porque o gostinho de cair inúmeras vezes e saber do nosso poder de levantar nos agrada mais. Então a gente erra mesmo, sem temer a linha de passagem, sem evitar o soluço ou o suor. Mas claro, alguns erros deixamos encaixotados, para abrirmos, quem sabe, numa outra vida, mais desajustada. São erros que cometemos contra quem somos, e atentam contra a nossa integridade.

Achar que a beleza da moça na TV impede que a sua beleza exista é um erro a ser descartado na lixeira de resíduos orgânicos, e por isso, não reciclados. Acreditar que o amor verdadeiro machuca? Uma falsa verdade, por isso, um erro. E quando você acha que não pode construir seu próprio destino? Pois bem, seguimos errantes.

Ao longo dos anos o nosso olhar é treinado pra ver feiura no que é belo, pra esculpir raiva onde deveria ser esculpido amor. Crescemos assistindo uma mídia que fabrica bisturis e lágrimas. Ela nos ensina boa parte do que aprendemos sobre errar e nos mostra os melhores trajetos. Erramos insanamente, até que chega um dia, e não é do nada, obviamente, que entendemos que somos tudo o que carregamos, e nesse dia, errar passa a ser menos doloroso. Não se trata mais de uma briga interna

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