Três frases do filme "O poço" e muita reflexão - Do papel para o mundo

27 de março de 2020

Três frases do filme "O poço" e muita reflexão

Filme O poço
Oie! Como vai? Espero que bem! Cá estou eu numa sexta-feira que não teria post (agora os posts são segunda e quinta, okay?) simplesmente porque eu assisti o filme "O poço" e precisava falar sobre ele aqui no blog! Caso você já queira anotar pra procurar, o título se encontra na Netflix e, é originalmente espanhol! Pra quem gosta de treinar o idioma que nem eu, se joga! 

A trama se passa numa prisão segmentada em andares (ou níveis), onde em cada andar ficam duas pessoas. No espaço, a única forma de alimentação se dá através de uma plataforma que para por pouco tempo e logo se move, rumo ao próximo nível. O que significa que quanto mais baixo, menos comida sobra. Durante uma hora e meia de filme somos conduzidos por uma inteligente crítica ao capitalismo, que nos questiona cena após cena por onde anda o nosso sentimento de união. Separei, então, três frases da produção que podem e devem nos provocar muita reflexão
Filme O poço
A primeira frase, destacada já no trailer, diz muito sobre a desigualdade social que separa a população em camadas. De um lado, os mais afortunados e, de outro, os que tem que lidar com o pouco que tem, quando tem. Seja no filme ou mesmo no contexto brasileiro, onde há grandes riquezas, a administração de comidas, roupas e outros recursos poderia ser melhor dividida, o que sabemos, não ocorre na realidade, gerando a extrema pobreza para alguns. O que o filme faz, então, é uma provocação em torno do consumo, afinal, se colocássemos apenas o suficiente para nos alimentarmos em nosso prato, não faltaria alimento no prato dos debaixo, ou, no do próximo. Uma metáfora a ser levada em mente. 

Filme O poço
No "poço", cada integrante é capaz de escolher para levar consigo um objeto, dos mais variados. Para o protagonista, esse objeto é o livro "Dom Quixote", item curioso num lugar em que se luta pela sobrevivência, mas que acaba por nos mostrar a sua faceta idealista e humana. A frase "Este não é um lugar para um amante de livros", se apresenta como uma reflexão dos tempos atuais, onde sequer podemos sair de casa por causa de um vírus, ou seja, é preciso (em tese) ser racional e um tanto quanto frio para enfrentar a vida. Como diria Amélie Poulain, outra personagem de filme, só que francês, "são tempos difíceis para sonhadores"

Filme O poço
Por último, uma frase que carrega num pote toda a sensatez do mundo: "Não sabemos onde estaremos amanhã". Isso não basta para nos entregarmos ao que temos de concreto? Ao hoje? Não, não falarei mais nada. Não hoje, não neste post. Segunda, quem sabe? Bem, eu não sei, pois tenho o hoje. E por enquanto é só, e é tudo. 

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