Chromatica - Nostalgia e futurismo no pop empoderado de Lady Gaga - Do papel para o mundo

3 de junho de 2020

Chromatica - Nostalgia e futurismo no pop empoderado de Lady Gaga

Chromatica
Alô, little monsters, alô eu mesma! Em meio à crise provocada pela pandemia da Covid-19, Lady Gaga desce à Terra com um álbum que nós precisávamos! Amém Chromatica! Neste sexto trabalho de estúdio da cantora, nostalgia e futurismo se fazem presentes em um pop empoderado, marcado pela cor rosa, mas que em muito se difere da era Joanne, que apesar de trazer canções bem dançantes, como A-Yo, tinha uma atmosfera muito mais intimista. 

Particularmente, eu confesso que carregava um certo receio dessa estreia, não por duvidar do potencial da mother monster. JAMAIS! Apenas porque sei do peso que ela carregou com as críticas de ARTPOP e toda a pressão para que ela retornasse ao pop, o que sinceramente, nunca deixou de acontecer. Lady Gaga é naturalmente pop, uma artista extremamente corajosa e fiel à sua arte, o que não deve ser motivo para a privação de sua essência camaleoa. Por isso, sim, ela foi ao jazz, ao country e mesclou com tantos outros ritmos e, agora, reacende a chama dos fãs que ansiavam por uma volta às origens, mais excêntrica e dançante do que os últimos álbuns. 
Chromatica
O resultado superou as minhas expectativas de fã apaixonada por tudo o que essa mulher faz. Mais uma vez, ela foi além. Com 16 faixas, incluindo três instrumentais muito bem amarrados entre as músicas, Chromatica veio como um lembrete de que Lady Gaga é uma das maiores cantoras de sua geração, capaz de dar ao público o que ele quer sem perder sua identidade, o que muitas vezes ocorre no cenário musical. O objetivo é sempre o mesmo: comercializar o artista para que ele seja lucrativo. No que se refere a isso, o último lançamento é pontual ao entregar batidas dançantes e com cara de hit, mas ainda assim com uma vibe política, característica do lendário "Born This Way", o meu álbum favorito da Gaga. 

Dessa vez, o empoderamento feminino aparece de uma forma um pouco mais sucinta, mas sem deixar de ser direto, afinal, Stefani Joanne Angelina Germanotta, nome de nascimento da cantora, nunca teve medo de se posicionar por seus ideais. Em "Free woman", uma das minhas canções preferidas de Chromatica tanto pela sonoridade quanto pela letra, super feminista, a mensagem é clara. Lady Gaga não precisa de um homem pra ser validada, pois é uma mulher livre. De fato, não precisamos de um homem pra ser alguma coisa. 

"I'm not nothing without a steady hand
I'm not nothing unless I know I can
I'm still something if I don't got a man
I'm a free woman, oh-oh (Be free)"

Na viciante "911", a mãe monstro, como nós, fãs, a chamamos, fala sobre autossabotagem e mudanças de humor e, diz que a maior inimiga dela é ela mesma. Alguém aí se identifica? Caso sim, os versos indicam ligar para o 190, com muito humor e em tradução  do número da polícia no português. Sim, o humor também se destaca no novo trabalho, como nas animadas "Plastic doll" e "Sour candy", em parceria com o grupo feminino coreano BLACKPINK. Sério, eu gostei tanto dessa música que já sonho com o fim da pandemia e uma festa bem alto astral pra correr pra pista e cantar esse hit com carga de eufenismo erótico, podemos assim dizer.
Chromatica de Lady Gaga
Sem esquecer dos clipes de "Stupid love" e "Rain on me", no feat com Ariana Grande", primeiras faixas divulgadas, são eles que nos direcionam pra atmosfera nostálgica e futurista do álbum, que não termina por aí. Em "Replay", décima segunda música de Chromatica, os ares são de um dance de discoteca. No quesito parcerias, ressaltaria "Sine from above", com Elton John, grande amigo de Lady Gaga. A união de suas vozes nos encaminha a uma trama de êxtase com suas batidas. De certo modo, a música guerreia entre um pop romântico e um eletrônico, mesclando essas duas vibes. O sexto álbum de Gaga acaba por ser um convite aos fãs mais saudosistas e àqueles admiradores mais tímidos. 



Agora eu quero saber a sua opinião! O que achou de Chromatica, hein?

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