Entender que vidas negras importam é só o começo - Do papel para o mundo

5 de junho de 2020

Entender que vidas negras importam é só o começo

Vidas negras importam
Oie! Como vão as coisas por aí? Por aqui, sentimentos em ebulição e mais e mais reflexões. Então hoje vim aqui, fora do dia de postagem pra conversarmos sobre o movimento #VidasNegrasImportam. Antes de mais nada, quero dizer que: definitivamente não dá pra separar a vida pessoal da política. Sabe por quê? Porque nós somos sujeitos políticos. As nossas ações e posicionamentos têm impactos! Ser antirracista é uma escolha, porém, em uma sociedade muitas vezes pautada na supremacia branca, ser antirracista deveria ser uma obrigação

Entender que vidas negras importam é só o começo. Um começo necessário, já que seria ingênuo dizer que isso é óbvio pra todo mundo. Ao menos, na prática, parece não ser, o que é evidenciado pelos dados. O segundo parágrafo do capítulo 5 do Atlas da Violência 2019, começa assim: "Em 2017, 75,5% das vítimas de homicídios foram indivíduos negros". 75,5%. É quase a totalidade do número de mortes e, não dá pra achar, 1% que seja, que isso é apenas uma coincidência. 

É preciso acordar URGENTEMENTE e ter uma postura que dialogue com as pautas antirraciais. Sabe aquele seu amiguinho, que, poxa, nem é racista, mas adora contar umas piadas "engraçadinhas" sobre pessoas negras? Então, como eu posso te dizer... não vai dar pra passar pano. Isso mesmo, não vai dar pra relevar esse tipo de "brincadeira", porque ela é extremamente opressora e, caso ainda não tenha ficado claro, MATA. Já não dá mais pra ficarmos repetindo a História tantas vezes. Já não dá mais pra mancharmos o chão com tanto sangue. Ou entramos nessa luta ou assumimos de vez o nosso papel ao lado dos opressores
Entender que vidas negras importam é só o começo

Conteúdos importantes sobre negritude para ler: 

-Seis estatísticas que mostram o abismo racial no Brasil

-Como ser antirracista, segundo quatro ativistas

-O que é: racismo estrutural


Também indico assistir esse vídeo da youtuber Preta Araujo: 


E um lembrete: essa luta, isto é, a luta antirracial, não pode terminar em uma hashtag, combinado? O debate que se iniciou nas redes deve ser apenas o começo de um processo contínuo e diário, pois como já bem diz a famosa frase da intelectual e ativista negra Angela Davis, "Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É preciso ser antiracista." Sejamos. 

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