Insensatez na era das "fadas sensatas" - Do papel para o mundo

27 de julho de 2020

Insensatez na era das "fadas sensatas"

Insensatez na era das "fadas sensatas"
Na era das "fadas sensatas", a insensatez me agonia. Hoje enquanto tomava café me atentei à TV. Passava aquele programa que você gosta, sobre a natureza e, me dei conta de que ainda não te esqueci. Tudo bem que eu já sabia disso, mas estava em processo de ocultar isso de mim. Bem, talvez ocultar um cadáver seja mais simples.

Me sinto em luta comigo mesma, tentando deixar pra trás algo que nunca ultrapassou a linha de frente. Maldita festa em que nos conhecemos e que até hoje me guarda traumas. E se nunca tivéssemos nos beijado? Não, eu não quero pensar nisso porque resisto à ideia de que você seja um trauma. Queria tanto acreditar que em algum cantinho do universo há um "nós" nos esperando. 

Okay, preciso parar de idealizar o mundo ao meu redor e querer as pessoas que não me querem. Preciso porque enquanto gasto o meu tempo pensando e escrevendo sobre você, aposto que você assiste ao seu programa televisivo enquanto bebe café. E enquanto te encaixo em verso e prosa, ainda ouso me questionar: que tanto de coisas você faz em suas 24 horas que não tem um minuto pra me mandar uma mensagem de bom dia? E o poema que te pedi e você nunca me enviou? Nem era autoral, mas pelo visto eu não mereço o seu tempo de busca na internet. 

Acho que está mais do que na hora de eu merecer a mim mesma, pois dói demais esse tanto de cortes que eu e mais ninguém tenho que cuidar. Amor platônico tem limite. Paciência tem limite. Necessito entender os meus limites e saber me parar, afinal, nem tenho estoque de sangue para tantos ferimentos. A verdade é que o nosso café que nunca foi ao fogo esfriou e, eu vou ter que aceitar.

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