Lamentos sangrentos - Do papel para o mundo

16 de julho de 2020

Lamentos sangrentos

Lamentos sangrentos, poema de Bárbara Amorim



Eu sei que é loucura te querer assim
Que eu não deveria sentir tanto
Mas desculpa, eu sou esse rio de emoções
Às vezes, nem eu caibo em mim

Tem sido difícil conjugar a palavra saudade
Porque ela aparece em todos os tempos presentes, 
como quando você saiu pela porta da última vez
E eu me senti especialmente sozinha, sem você

Doeu, não vou mentir
Doeu porque eu queria mais de você
Queria poder adentrar no seu mundo
enlaçando as mãos, as pernas, e o que tivesse mais pra enlaçar

Queria descobrir a sua altura, que nem mesmo você sabe
E me colocar na sua vida, não em uma mala prestes a partir
Nosso tempo foi limitado como uma bomba configurada à explosão
Agora sinto falta do café que nunca tomaremos
Entre lamentos sangrentos, me pergunto: por quê?

Bárbara Amorim

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