Romances modernos - Do papel para o mundo

13 de agosto de 2020

Romances modernos

Romances modernos
Menos de uma semana na atual residência. Menos de uma semana nos braços de alguém que conheci outro dia, praticamente. Ah, mas a saudade não é dessas de horas sem se ver, é daquelas de semanas e mais semanas. Uma conta que não fecha, né? Bem, pra mim fecha, se desenha, escreve e poetiza. Meus olhos sabem sorrir para o amor, mesmo quando ele ainda é um bebê, prematuro.

Ai, pessoas intensas, por que não criamos uma comunidade? Posso ser a embaixadora dessa causa perdida, mas que sigo acreditando. Sigo por ser meiga e, quem sabe, tola. Sigo por acreditar que duas xícaras de café numa manhã frienta apetecem bem mais do que a solidão de uma xícara. Sigo por amar esculpir sorrisos que sorriem pelos mesmos motivos.

A loucura real é que nesse turbilhão de emoções e partidas é difícil saber o que é recíproco. E então, entre uma ponta e outra do sentir versus racionalizar, o que sobra é a interrogação agressiva a queimar os neurônios e pifar o coração. Se tudo fosse como num filme, seria mais simples, porém, na vida factual, o tempo não se arrasta feito onda rebelde em alto mar. Nenhum transporte nos direciona a um beijo. 

Ao menos, penso na sorte que tenho no fato de ele (nem ninguém) ler pensamentos. Só assim para ele não ver o quão boba sou por pensar tanto em um "nós" que nem existe. Outro dia ele me disse que sonhou comigo. Na verdade, foram duas vezes e, é claro que eu tenho esse dado guardado comigo. Segurei as palavras ao invés de dizer: "e eu que venho sonhando com você todos os dias?". Que tortura é ser uma mulher moderna e ainda atuar em romances modernos. 

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